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Agenda 2030: a biodiversidade somos nós

ASexta, 22 de maio, é celebrado o Dia Internacional da Biodiversidade. A data foi criada pela ONU em 1992, alguns dias antes da Eco 92, conferência sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento que aconteceu no Rio de Janeiro. Bem, parece que nossa Cidade Maravilhosa começou, há 28 anos, protagonizando o engajamento na conscientização da população global a respeito importância da preservação da biodiversidade em todos os ecossistemas. Lembrando que a Amazônia é o maior deles.

Biodiversidade e a pandemia

A ONG SAVE Brasil (@saveBrasil) nos alerta que estamos perdendo nossos biomas amazônicos num nível que não assistimos há muitos anos. Os primeiros meses de 2020, no meio da pandemia de COVID-19, o desmatamento segue batendo recordes em relação aos mesmos meses de 2019, ano que já marcou recorde de desmatamento da década (Fonte do INPE, 2020. Prodes – Amazônia. Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite).

Além de muitos gravíssimos problemas ambientais que isso gera, existe um que geralmente é subestimado no discurso: a possibilidade de que a destruição dos nossos habitats provoque uma nova pandemia.

Nosso cientista e conterrâneo carioca, Marcelo Gleiser, afirma em entrevista: “A gente não pode fechar os olhos para a ciência” (…) “que o Carl Sagan, cientista e astrofísico norte-americano, mostrava que a nossa relação com o planeta é péssima, muito parasítica e destrutiva. Ela basicamente transformou a Natureza numa comodidade econômica, commodities.”  O que me faz concluir que podemos estar entregando madeira, soja e carne, sem perceber que vendemos biodiversidade a preços de balcão.

Carl Sagan acreditava que estar vivo e ter uma consciência da vida não é apenas um privilégio do ser humano, mas uma grande responsabilidade.

Então, que o pensar sobre o “novo normal” seja compreender como devemos moldar nossa rotina, levando em conta novos comportamentos e compromissos com o avançar para uma transição verde. Evitar futuras crises é papel fundamental do cidadão carioca que aprende com os fatos e interpretá-los dentro da sua própria narrativa de vida individual e coletiva.

Esta semana é ideal para a reflexão sobre como os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) podem estimular e despertar nossos esforços para que, até 2030, novas ações sejam aplicadas e ninguém seja deixado para trás.

*Fontes: Entrevista Marcelo Gleiser para Marcelo Tas, para TV Cultura 

Nossa Agenda é a Agenda Carioca pelos objetivos da Agenda Global 2030.

Foto: TNeto por Pixabay
Logo “Não Deixe Ninguém Para Trás”: Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030
Fotomontagem: @nucleoi

Claudia Girotti

Claudia Girotti é movida pela curiosidade, apaixonada pelo novo e a favor do ritmo da ação sustentável. É diretora de Marketing e Comunicação na Núcleo-i e busca sempre imprimir um olhar inovador sobre a vida. Para entrar em contato, mande um oi para [email protected]

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