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Agenda 2030: a cultura do consumo – qual é a sua?

AÀ primeira sensação, a expressão ‘cultura do consumo’ pode parecer associada ao mundo dos excessos, do acúmulo de coisas desnecessárias, ao materialismo puro. 

Compramos onde se vende para consumir produtos e ou experiências que nos alegram a vida, além das necessidades básicas de manutenção da vida, lógico. Então, e por isso, que é importante não demonizar o consumo. Quando tudo é tudo, tudo tende ao nada. O nada do nada acontecer, do nada mudar já que tudo está perdido. 

A cultura do consumo tem um significado mais profundo. O ato de consumo expressa a soma dos valores culturais que nos dão identidade de indivíduo, revela nossas preferências e a forma como desejamos viver, revela a nossa personalidade no mercado, conservadora ou progressista. O mercado é a soma, não parcela. Viver é consumir e produzir, produzir e consumir.

Cultura é como vivemos e como consumimos é a forma que interagimos, conscientes ou não, com a natureza. Formatamos e moldamos nossos relacionamentos e comportamentos de acordo com os valores e verdades que aprendemos. Daí nasce o termo ~padrão de consumo~, como o “NORMAL”, o esperado, o certo. Por isso estamos tão obcecados pelo que será o “novo normal”.

Minha reflexão é sobre não esperar que alguém lhe defina o novo normal. É sobre entender que, hoje, consumir pode ser um ato político muito mais interessante do que eternas discussões sobre o que é certo fazer e nada ser feito.

Consumo consciente é entender as consequências do seu consumo. E como se constrói essa consciência? Com informação. Com a curiosidade que constrói conhecimento em atitude real: forma de produção em âmbito profissional, e forma de consumo em âmbito pessoal.  

Muitas informações, infodemia né? Fake news e termos que mais querem nos enganar do que nos ensinar. É isso, é isso a falta do novo normal. Agora é a época que temos o poder de decidir o que nos faz sentido. E como na real não existe frete e nem almoço grátis, a consciência se ganha quando se conquista. 

Dicas para entender suas preferências: 

– Onde você compra? Prefere comprar em grandes supermercados ou pequenos?  

– Entende o valor do pequeno produtor?  

– Quando compra observa que tipo de embalagem é usado?   

– Consegue perceber que alguns benefícios de longo prazo são mais importantes do que curto prazo? Exemplo: comer menos e melhor pode ser mais interessante que comer muito e pior? 

– Quando compra pensa na forma correta do descarte? 

Não é sobre mudar o mundo em um dia, é sobre aprender todo dia.

Nossa Agenda é a Agenda Carioca pelos objetivos da Agenda Global 2030.

Fotos: Brian Yurasits, Margot Richard  / Fotomontagem: Nucleo i  

Claudia Girotti

Claudia Girotti é movida pela curiosidade, apaixonada pelo novo e a favor do ritmo da ação sustentável. É diretora de Marketing e Comunicação na Núcleo-i e busca sempre imprimir um olhar inovador sobre a vida. Para entrar em contato, mande um oi para [email protected]

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