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Agenda 2030: conceito e responsabilidade do termo biodegradável

Com o termo sustentabilidade em alta, temos, de modo geral, buscado adotar novas práticas e escolher produtos que prometem minimizar seu impacto ambiental tanto no processo de produção, quanto no descarte. 

O termo “biodegradável” está sendo usado com muita frequência nos últimos anos, esvaziando seu significado. 

Tenho percebido que estes termos que são colocados em embalagens mais confundem do que esclarecem. Principalmente porque, da forma como são colocados, querem dar significado de valor agregado, ou seja, algo positivo, mas que na verdade nem sempre corresponde a ser uma opção ecológica ou sustentável. 

Entender os conceitos é importante para que não sejamos convencidos por palavras vazias que significam muito pouco e cobram, no preço, muito mais do que prometem, e para que se tenha mais confiança para avançar no caminho do consumo realmente responsável. E o pior a normalização de que se pode usar e jogar fora por serem biodegradáveis, tem menos impacto no meio ambiente, usando-os de uma maneira ainda mais descontrolada e inconsciente.

  • O QUE É BIODEGRADÁVEL? 

Biodegradável é o produto ou substância que pode se decompor nos elementos que o formam, devido a ação de agentes biológicos como plantas, animais, micro-organismos e fungos sob condições ambientais naturais. Contudo, biodegradável é uma característica que não garante menor impacto ambiental. Pois a principal métrica que garante o menor impacto é o menor tempo do processo de biodegradação, ou seja da decomposição natural dos materiais. 

  • A BIODEGRADAÇÃO E BIODEGRADABILIDADE 

O processo de biodegradação pode acontecer durante um período de dias ou milhares de anos, isso é que faz a diferença entre o que é “bom” ou “ruim” para o ambiente. Os itens mais naturais e orgânicos são aqueles que vão biodegradar mais rapidamente e desaparecer.

Exemplo: Casca de banana – pode levar até 24 meses para se biodegradar nos aterros sanitários.  

Sacolas plásticos podem levar de 100 a 400 anos para se biodegradarem. 

Com agravante de que no mar as sacolas passam pelo processo de fotodegradação, quebra dos plásticos em pedaços menores e que se transformam em uma ilha de lixo que vai durar centenas de anos (!!!).

Biodegradáveis? Sim. Inofensivos? Não! 
Algo ser biodegradável não significa que seja benéfico para o meio ambiente. Nossa maior preocupação é evitar a simplificação que nos condiciona a acreditar respostas que não são soluções e ainda podem criar a mentalidade de que a redução do consumo não é mais necessária.

A palavra “biodegradável” parece bonita e soa suave porque tem “bio”. Precisamos entender que TUDO, em alguma medida, vem da natureza e volta para ela… desde os materiais mais nobres ou mais inofensivos até os mais tóxicos. Temos que entender que não se trata de uma questão de biodegradabilidade, mas sim da forma como consumimos e descartamos os materiais que ditará o impacto no meio ambiente.   

Nossa Agenda é a Agenda Carioca pelos objetivos da Agenda Global 2030. 

Foto: Aaron Burden / Fonte: Unsplash
Fotomontagem: @nucleoi

Claudia Girotti

Claudia Girotti é movida pela curiosidade, apaixonada pelo novo e a favor do ritmo da ação sustentável. É diretora de Marketing e Comunicação na Núcleo-i e busca sempre imprimir um olhar inovador sobre a vida. Para entrar em contato, mande um oi para [email protected]

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