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Agenda 2030: o que fazer para fazer – novos passos reais ao futuro possível

A pergunta que mais ouço ultimamente é “o que fazer para ser mais sustentável?

A sustentabilidade, de alguma forma, ganhou um lugar longe, afastado do consumidor. Nos parece que só grandes empresas e governo têm alçada suficiente para promover mudanças reais.

Alguém vai resolver o problema que é tão grande que, inconscientemente, invalidamos a hipótese de sermos nós indivíduos os promotores dessa transição.

O consumo padronizado precisa ser desconstruído para reconstruirmos dentro de uma nova configuração mental.

Então, quais são as novas ações que esta configuração mental nos trariam como rotina? Vamos aprender para agir? E compor com a natureza uma nova dança?

• Separe o lixo para reciclar. Separar já é um exercício muito significativo para percebermos quantidade e avaliar a real necessidade.

• Recicle. Se seu prédio não tem coleta seletiva, peça ao seu sindico uma revisão da rotina.

• Vá ao supermercado e perceba quanto plástico tem em excesso nas embalagens. Recuse o isopor a mais, leve antigos plásticos para reutilizá-los. Foque e seja criativo para reduzir o uso.

• Dê preferência a mercados locais e pequenos fornecedores. Alimentos de qualidade são investimentos na saúde.

• Reduza o consumo de garrafas de plásticos. Invista em filtros. Existem muitos no mercado.

• Valorize empresas que têm processos de produção alinhados a melhoria continua. Pesquise e conheça as melhores práticas das empresas que produzem os produtos que você consume. Alienar-se certamente prejudicará a sua saúde e de todo sistema que participa, agora ou depois.

Por fim, deixo um convite a reflexão de Edgar Morin, sociólogo, antropólogo e filósofo francês, em entrevista publicada pelo site Envolverde:

“Vivemos numa sociedade na qual as estruturas tradicionais de solidariedade se degradaram. Um dos maiores problemas é restaurar as solidariedades entre vizinhos, entre trabalhadores, entre cidadãos… Devemos recuperar uma solidariedade nacional que não seja mais fechada e egoísta e sim aberta para nossa comunidade de destino terrestre. Antes do surgimento do vírus, os seres humanos de todos os continentes tinham os mesmos problemas: a degradação da biosfera, a proliferação das armas nucleares, a economia sem regulação que só faz ampliar as desigualdades. Não resta dúvida de que essa comunidade de destino existe, mas como as mentes estão angustiadas, em vez de tomar consciência disso, elas se refugiam num egoísmo nacional ou religioso. Que fique bem claro, precisamos de uma solidariedade nacional que é essencial, mas se não compreendermos que é preciso uma consciência comum do destino humano, se não ampliarmos os laços de solidariedade, se o pensamento político não mudar, a crise de humanidade se agravará cada vez mais. A mensagem do vírus é clara. Pior para nós, se não quisermos entendê-la.”

Entrevista completa: https://envolverde.cartacapital.com.br/a-mundializacao-e-uma-interdependencia-sem-solidariedade/

Nossa Agenda é a Agenda Carioca pelos objetivos da Agenda Global 2030.

Foto: Genevieve Dallaire on Unsplash
Fotomontagem: @nucleoi

Claudia Girotti

Claudia Girotti é movida pela curiosidade, apaixonada pelo novo e a favor do ritmo da ação sustentável. É diretora de Marketing e Comunicação na Núcleo-i e busca sempre imprimir um olhar inovador sobre a vida. Para entrar em contato, mande um oi para [email protected]

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