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Amar sem temer: cantora Taslim lança clipe sobre amor entre mulheres negras

O amor no universo da cantora Taslim (nascida Tassia Menezes), nome africano que recebeu em viagem à África do Sul, tem uma dualidade que é cara – e ainda carente – na sociedade brasileira. Ele é representativo na sua cor e na sua forma. No clipe de “Pretinha“, que será lançado nesta sexta-feira, dia 12, em homenagem ao Dia dos Namorados, a cantora aborda o amor entre duas mulheres negras, sem pudor e sem regras.

No clipe, filmado no Maranhão, a rotina de um casal é mostrada da forma mais natural possível, como sempre deveria ser, a fim de quebrar quaisquer estigmas ou estereótipos acerca dessa vivência: de forma sutil e despretensiosa, acompanha-se a ida ao mercado, o encontro com amigas e a intimidade entre elas. “É importante que a gente não caia no lugar de apagamento dessas relações, mas também que haja um cuidado para não reproduzir um viés de sexualização, em que duas mulheres juntas são um fetiche ao olhar masculino”, reflete Taslim, que fez questão de trabalhar com uma equipe formada 100% por mulheres.

As pautas raciais, de gênero e diversidade sexual são a essência do escopo musical da artista. Embora solte a voz desde a infância, tendo feito cursos como o básico da Escola de Música Villa-Lobos, Taslim só encontrou o seu caminho e essência enquanto artista após o encontro com a sua ancestralidade durante a viagem pelo continente africano, onde pode conhecer – e se reconhecer – mais sobre a cultura, principalmente com relação às melodias, e sobre o movimento sociopolítico do povo negro, muito visto na arte afrodiaspórica.

Países como Nigéria, Angola e Cabo Verde foram algumas das inspirações nessa caminhada que a introduziram aos ritmos do gênero afropop trabalhado por artistas como Fela Kuti. Hoje, por meio da música, entre elas o single “Pretambulando”, lançado em 2017, Taslim apresenta ao povo brasileiro a diversidade sonora e estética desses países, com um toque pessoal que remete a sua trajetória enquanto mulher negra nascida e criada na Vila da Penha, e as noções antirracistas que ainda estão presentes aqui e lá.

Nos seus shows, além de apresentar ao público o seu trabalho, a cantora faz questão de resgatar o legado de nomes que abriram passagem para ela ou que são da mesma geração autoral e independente da cena musical: covers de canções do Olodum, Péricles, Xênia França e Luciane Dom são alguns que fazem parte da setlist das apresentações e, diante da pandemia, das lives de quarentena. O clipe estará disponível em todas as plataformas digitais.

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