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De Sebastião Salgado à interatividade em shoppings: Amazônia ganha série de exposições
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 15 de julho de 2022
Mudanças climáticas, falta de recursos básicos e o fim do planeta Terra como conhecemos e da nossa espécie são as consequências da crescente "savanização" da Amazônia. E mesmo longe geograficamente, as grandes cidades, como o Rio, serão brutalmente afetadas em pouquíssimo tempo se o desmatamento da maior floresta do mundo não desacelerar. O sinal vermelho está ligado e, a arte, é uma das catalisadoras desse alerta. Duas exposições entrando em cartaz no Rio visam promover a consciência da preservação da Amazônia. E até o Rock in Rio entrou nessa luta.
O Museu do Amanhã recebe a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, com 194 fotografias de tirar o fôlego. Idealizada por Lélia Wanick Salgado, que assina a curadoria, a mostra já impactou o público em Paris, Londres, Roma e São Paulo, chega em 19 de julho ao Rio de Janeiro e fica em cartaz até janeiro.
A mostra é o resultado da imersão, por sete anos, de Sebastião e Lélia Wanick Salgado, na região que cobre o Norte do Brasil e se estende a mais oito países sul-americanos, ocupando um terço do continente. A maior floresta tropical do planeta, traduzida pelas lentes e pela cenografia dos Salgado, transforma-se aqui em convite à informação, à reflexão e à ação em defesa do ecossistema imprescindível à vida no planeta.
No espaço expositivo, o ambiente sonoro embala a visão das fotografias com a trilha sonora original do francês Jean-Michel Jarre, elaborada a pedido dos Salgado a partir dos sons da floresta.
A exposição apresenta ainda dois espaços com projeções de fotografias. Uma delas mostra paisagens florestais acompanhadas pelo poema sinfônico Erosão - Origem do Rio Amazonas, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959); a outra traz uma sequência de retratos de índios, sonorizada por uma peça de Rodolfo Stroeter especialmente composta.
Amazônia, e eu com isso?

O shopping Nova América abriga a exposição interativa, imersiva e gratuita Amazônia, e eu com isso?, da produtora Na Boca do Lobo, de Tiza e Felipe Lobo. Votadopara toda a família, mas com um atrativo especial para a nova geração, a aventura conta realidade virtual e espaços lúdicos numa instalação de três módulos totalizando 120m2.
A primeira parte, chamada de "Amazônia de pé", convida o visitante a entrar num cenário que reproduz a floresta e conta com atividades como balanços, piscina de bolas, painel imantado e óculos de realidade virtual para um passeio pela Amazônia .
Em seguida, o visitante é levado para a área "Desmatamento", em que o visitante entre em contato com a dura realidade da floresta. Por fim, o ambiente "Casas" retorna ao Rio de Janeiro para mostrar o efeito da escalada do desmatamento em um futuro próximo.
A exposição Amazônia,e eu com isso? fica em cartaz em julho no Nova América e, em agosto, se muda para o shopping Nova Iguaçu.
NAVE volta ao Rock in Rio
A NAVE, que tem uma proposta de conexão entre o presente e o futuro, retorno ao Rock in Rio em parceria com a natura. Dessa vez, o tema vai trazer uma experiência imersiva pensada para que todos possam sentir e se aproximar de uma Amazônia contemporânea, que inspira, transborda arte e cultura, é plural, feminina, fala em primeira pessoa, é ancestral e periférica.
Sob a liderança do Coletivo Criativo NAVE, que tem direção da artista visual paraense Roberta Carvalho, cenografia da artista carioca Daniela Thomas, argumento da contadora de histórias acreana Karla Martins e direção musical da cantora e multiartista paraense Aíla, a atração apresenta aos fãs do festival, a partir de experiências artísticas envolventes, uma Amazônia pouco conhecida do grande público.