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Sem crise! Novas (e antigas) churrascarias mantêm a brasa gastronômica acesa

Carnívoros, uni-vos! Não tem crise que espante o mercado de churrasco do Rio. A prova disso são as várias novas casas de carne que abriram na cidade nos últimos meses. Em paralelo a essas novidades, casas antigas apostam em cardápios com novidades e se apoiam na tradição para manter a clientela satisfeita e fiel. No fim, quem ganha somos nós, clientes, que temos carne para todos os gostos, pontos e ocasiões.

Entre as novidades, o recém aberto Assador traz de volta um ícone da cidade. O amplo salão no Aterro do Flamengo que, por tantos anos, foi a casa do Porcão Rio`s, reabriu com pompas para nenhum nostálgico botar defeito: esquema de rodízios (R$ 136) e a recuperação do jardim projetado originalmente por Burle Marx. Isso sem contar, é claro, com a inigualável vista para a Baía de Guanabara. “Já temos o visual privilegiado, a atmosfera do salão e o resgate de um ponto tão tradicional do Rio. Mas ganhamos o cliente também com qualidade e serviço. A prova é que, no último domingo, recebemos mais de 700 pessoas”, afirma o sócio Jair Coser, também proprietário do Corrientes 348 e um dos fundadores da Fogo de Chão.

A Churrasqueira, que chegou em dezembro em Ipanema aposta no jeitinho mineiro para conquistar os cariocas. A casa oferece cortes black angus com a experiência de João Zuddio, que há 28 anos cuida do menu da matriz de Juiz de Fora. E não é só na cozinha que a mineirice domina. A equipe de garçons e os drinques de Henrique Passos também foram “importados” na estreia no Rio, para garantir o alto padrão de atendimento. “O serviço é nosso diferencial. Não basta ter bons cortes, e atender mal os clientes”, lembra Célio Oliveira, sócio do restaurante. Para acompanhar os cortes nobres, acompanhamentos como tutu, arroz tropeiro e queijo minas dão água na boca de quem busca uma pegada regional. A casa também aposta nas 12 torneiras de chope e lançamentos de novos rótulos, que acompanham um cardápio cheio de petiscos para quem busca apenas um encontro mais informal com amigos.

E acha que acabou? Outra novidade que surgiu no apagar das luzes de 2017 foi o Charbon Rouge, projeto dos mesmos sócios da churrascaria Rio Brasa e do Empório CR. Sem humildade, a casa de carnes na Lagoa chama atenção pelo salão – com pé direito de oito metros – que abriga duas adegas, obras de arte (os painéis do artista francês Benoit retratando Jimi Hendrix e Jack Nicholson não passam despercebidos) e jardim vertical nas paredes. Além das carnes, a aposta para o sucesso está na carta de drinques e na adega com grande variedade de rótulos – alguns, inclusive, raridades de colecionador.

Tradição e um toque de originalidade para manter a clientela

Em meio a tantas novidades, restaurantes tradicionais inovam o cardápio para se manter no topo. É o caso do Tragga que, em fevereiro, trouxe um corte de 1kg de poterhouse –  que tem um osso em formato de T separando o bife de chorizo do filé mignon –  disponível nas duas filiais, do Humaitá e da Barra.

Já o Esplanada Grill, que completou 30 anos no último dia 9, sempre foi pioneiro em se reinventar. Desde o início de sua operação, buscou cortes diferentes para abastecer os cardápios sazonais. “Já tivemos costela de búfalo, fomos um dos primeiros a importar sirloin e, há 20 anos, através de um importador australiano, colocamos carnes de avestruz e canguru no menu”. Atualmente, as casas da Barra e de Ipanema estão com a temporada de vitela até o fim de março com três cortes nobres: o prime-rib , a picanha e a costela de vitela. Roger não nega que as novidades atraem novos clientes, mas credita o sucesso de décadas da rede a uma trinca de ouro, que serve como lição a todos os ambientes gastronômicos: “alto padrão da comida, ambiente agradável e bom atendimento ao cliente”.

Fotos: Tomás Rangel (Esplanada Grill em destaque e Assador), Márcio Brigatto (Churrasqueira) e Felipe Azevedo (Tragga)

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