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‘Circo Voador – A Nave’: 33 anos de arte eternizados nas telonas

Numa cidade onde casas abrem e fecham – e como fecham! – com a mesma rapidez, é lindo celebrar as três décadas de sucesso do Circo Voador. Se para muitos é difícil manter a chama inicial acesa por muito tempo, a lona tira de letra. O Circo não é cult, nem punk, do samba ou do rap. É a casa de todas as tribos. Bom, pelo menos das que tiverem algo novo para mostrar.

O documentário lançado no dia 23 de outubro, exatos 33 anos desde o pouso da lona na Lapa, mostra porque o Circo continua fazendo a diferença. Para a minha geração, que não viveu o verão de 1982 no Arpoador e nem as dores e delícias que se sucederam desde então, o filme é uma aula de história e de superação. Como Frejat brinca no filme: só nos anos 80, um jovem de 18 anos cantava para um público da mesma idade. O Circo foi o palco que aquela geração de artistas precisava para se concretizar. E ainda é. Barão Vermelho, Blitz, Angela Roro, Ratos de Porão, Luiz Melodia, Tim Maia, Cássia Eller. Sentiu o perfil? Pois é, ele continua não existindo. Hoje tem Chicão, filho de Cássia. E tem também Julia Vargas, Letuce, Orquestra Voadora, Beach Combers, Johnny Hooker, Baleia, Biltre e a lista segue.

O filme teve direção e roteiro de Tainá Menezes, e dá conta das três décadas de história através de imagens do Acervo Circo Voador e entrevistas de Evandro Mesquita, Marcelo D2, BNegão e Tom Zé. Envolvida com o projeto desde a abertura no Arpoador, Maria Juçá, produtora cultural e diretora do Circo, amarra as lembranças desta história.
Captura de Tela 2015-10-23 às 15.10.11
Na pré-estreia no Cine Odeon, a Orquestra Voadora, a “mãe” das fanfarras cariocas, abriu o espetáculo na calçada do cinema. E surpreendeu ao invadir a sala e subir ao palco para convocou os icônicos DJs Lencinho e Juçá, que foram ovacionados junto com Tainá. A cada depoimento, a sala repleta de agitadores culturais ia ao delírio. Exceto quando Cesar Maia apareceu no telão. As vaias vieram do fundo do peito, pelo hiato de oito anos de Circo fechado por ele.

Prepare-se para se emocionar com depoimentos emocionantes e divertidíssimas dos artistas que viveram a construção do Circo. E os shows? Tim Maia à vontade como nunca, improvisos de Caetano Veloso e Cazuza, a formação do Planet Hemp, a fusão do punk carioca com o paulista, as “domingueiras” de gafieira, o swing de Luiz Melodia, o início dos Paralamas, a despedida de Rita Lee dos palcos… dá só uma checada no trailer. Inclusive, entre hoje e dia 2 de novembro, os canhotos para shows na lona se converterão em ingressos para os cinemas. Dá uma olhada na lista de salas e horários aqui embaixo! (via MARIANA BROITMAN)
Cartaz_filme-1

Programação

Estação Net Barra Point (Barra): 14h50, 18h50
Estação Net Gávea 1 (Gávea): 21h40
Estação Net Rio 1 (Botafogo): 14h30, 18h50
Cine Museu da República (Catete): 16h20, 20h
Cine Santa Teresa (Santa Teresa): 15h10, 19h10
Cine Cândido Mendes (Ipanema): 14h10, 18h10
Ponto Cine (Guadalupe): 14h, 18h
Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro (Cinelândia): 18h20

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