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Pele sustentável: Patricia Silveira explica as vantagens da dermatologia natural

São cinco anos de existência e mais de 20 mil seguidores que acompanham o perfil DermaGreen, criado pela dermatologista Patricia Silveira sobre o universo da Dermatologia Natural – que é o cuidado da pele por meio de cosméticos que são derivados de ingredientes botânicos, como aloe vera. No perfil, dicas das mais variadas sobre como aderir esse tipo de hábito no cotidiano e mantê-lo, e quais produtos usar,  ganham espaço e a confiança dos seguidores que abraçam cada vez mais a causa. “A mídia está muito voltada para esse assunto, as pessoas estão percebendo que é uma tendência. Tudo isso é uma mudança de consumo por conhecimento, por acesso à informação. Isso é incrível, porque a pessoa que é bem informada tem o poder de decisão. Eu estou vendo as pessoas muito engajadas e muito contentes com o crescimento dos últimos anos e com a possibilidade de conseguirem produtos para todos os gostos, de uma forma muito democrática”, conta Patrícia que não considerava possível essa transformação há, por exemplo, três anos.

Formada em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002, a dermatologista aderiu essa prática ao seu método de trabalho há cinco anos, em 2006, quando saiu da pós-graduação em acunpuntura chinesa na Univerdade Federal Fluminense (UFF), na qual se apaixonou pelo mercado natural. Hoje, ela é referência na área não só entre os pacientes e consumidores, como também entre empresas que levantam a bandeira do sustentável. Silveira, por exemplo, assinou uma parceria com a BioArt, uma empresa de cosméticos 100% naturais, e um dos principais resultados foi a linha de tratamento chamada de BioArt Rituals. Com base em receitas, que se utilizaram, em sua maioria, dos efeitos benéficos dos florais, produtos como “Água Floral Detox” – cujo preparo para peles oleosas foi feito com chá verde, menta, sálvia, alecrim e semente de abóbora -, e “Água Floral Calmante”  – que age a partir da mistura de lavanda, camomila, Aloe Vera e extrato da casca da cebola -, são alguns dos que podem fazer parte do cotidiano.

Os benefícios da nova rotina podem até parecer, à primeira vista, apenas sob a pele e no funcionamento do corpo no geral – já que haverá uma diminuição na absorção de químicos, como parabenos, agrotóxicos ou estabilizantes, presentes em grande quantidade nos cosméticos convencionais -, mas Patrícia afirma que a Dermatologia Natural, se exercida de forma correta, pode ir muito mais além. “O legal da dermatologia natural também é que você desconstrói a forma de usar alguns produtos. Um tônico pode ser demaquilante ou hidratante. Um gel puro de aloe pode ser usar como hidratante no rosto, pode usar como hidratante de cabelo. O shampoo sólido pode servir, inclusive, também como sabonete. Você pode usar o mesmo produto de formas diferentes que impactam o bolso, consumindo e comprando menos, e utiliza esses produtos até o fim – é uma eficácia do aproveitamento desse cosmético”, explica. E tem ainda mais! Essa versatilidade do produto pode ser o seu maior amigo de viagem: com um único cosmético mil e uma funções, você não precisa viajar com uma bolsa repleta de produtos.

Uma nova era

De uns tempos para cá, o pensamento consciente tem conquistado espaço entre os indivíduos e, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo em 2018, o número de consumidores sustentáveis deve chegar 2,6 bilhões ano que vem. Toda essa transformação no ato de consumir e de cuidados pessoais reflete diretamente no mercado dermatológico, que tem sido investido não só por iniciativas como as da Patrícia, como também por parte de grandes empresas, como, por exemplo, a L’oreal.

Se hoje empresas reconhecidas nacionalmente abriram espaço para esse mercado, no passado, no entanto, era difícil encontrar até mesmo o ingrediente, como extrato de camomila ou aloe vera. Em 2006, logo quando Patrícia Silveira mergulhou no mundo dos orgânicos, os tempos eram outros e, para chegar até aqui com a DermaGreen, ela teve que ter muita persistência. “Antes, eu só conseguia ter esse tipo de cuidado se eu manipulasse em uma farmácia ou trouxesse tudo da Europa ou Estados Unidos.. No início, apenas uma farmácia comprou a minha ideia’’, recorda.

Integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Patricia Silveira parece esperançosa com o caminho que a sociedade está tomando atualmente. A ideia é continuar criando uma rede de informações na conta do seu perfil, nas consultorias e palestras que oferece para que as pessoas tornem-se adeptas do tratamento, e que essa tendência consiga transformar ainda mais o mercado estético. Com uma variedade maior de produtos naturais e facilidade de compra – os produzidos pela parceria entre Patricia e BioArt podem ser obtidos com apenas um clique no site oficial da empresa -, introduzir a sustentabilidade para o cuidado pessoal é ainda mais fácil: basta querer e se jogar na mudança. Afinal, como diz Patrícia Silveira, “Não tem regra. O bacana disso tudo é isso: fazer de acordo com a sua necessidade. Eu vejo essa transição como um caminho que você percorre, sabe? É um amadurecimento’’, diz.

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