Luis Lobianco apresenta drama baseado em fatos reais de transfobia no CCBB – Agenda Carioca

Luis Lobianco apresenta drama baseado em fatos reais de transfobia no CCBB

Por fim, chegamos à Portugal. Idealizada pelo ator Luis Lobianco, o espetáculo Gisbertarecém-chegado ao Centro Cultural do Banco do Brasil, mistura política, história, música, teatro, poesia e ficção para falar da história real da brasileira vítima de transfobia e sua morte trágica no Porto, após ser torturada por um grupo de 14 menores de idade. No palco, Lobianco dá vida a vários personagens que contam a história da transexual que atravessou o oceano para buscar um território livre, mas morreu no fundo do poço, afogada em ódio e água em 2006. “Gisberta não está em cena, o Luis Lobianco não interpreta a Gis, mas nós chegamos bem perto dela”, garante o diretor Renato Carrera.

Caçula de uma família com oito filhos, ainda na infância a protagonista já dava sinais de que estava num corpo que não correspondia à sua identidade, o que acompanha uma discussão bem atual. O caso ganhou destaque nas discussões sobre a transfobia, e a brasileira se tornou ícone na luta para a erradicação dos crimes de ódio contra gays e transexuais em Portugal. Em 2016, dez anos após a sua morte, Gisberta foi amplamente lembrada no país através de reportagens, e em 14 de fevereiro de 2017, deu nome ao primeiro centro de apoio a população LGBT do norte de Portugal, “Centro Gis”, em Matosinhos, distrito do Porto.

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À frente da peça com direção de produção de Claudia Marques, texto de Rafael Souza-Ribeiro e direção de Renato Carrera, Lobianco interpreta personagens que passam pela história da protagonista, com ajuda de três músicos em cena. “O Brasil, na contramão, é um dos países que mais comete crimes de transfobia e homofobia, números que não param de crescer junto com uma onda conservadora de intolerância com as diferenças. Se não conseguimos mudar as leis que não nos protegem, que a justiça seja feita no teatro, com música e luzes de Cabaré. Que venham as identidades de humor, gênero, drama, música, tragédia e redenção. O caso de Gisberta não é conhecido por aqui e decidi que Gisberta vai reviver a partir da arte e será amada pelo público”, defende o ator. (por MARIANA BROITMAN fotos ELISA MENDES)

GISBERTA
De quinta a domingo, às 19h30, até 30 de abril
Rua Primeiro de Março, 66, Centro
Ingressos: R$20, a inteira

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