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Conheça os vencedores do Comida di Buteco 2025 no Rio, Niterói e Baixada

Por Alessandra Carneiro | Publicado em 28 de maio de 2025

O Comida di Buteco 2025 revelou os três campeões do Rio de Janeiro: Nosso Canto (Baixada Fluminense), Pli On Board (Niterói) e Tonamata (Rio de Janeiro). O Nosso Canto ainda cravou seu bicampeonato, mantendo a tradição e a excelência que já haviam lhe rendido o topo do pódio anteriormente.

Localizado em Vargem Grande, o Tonamata apresentou cinco bolinhos representando as cinco regiões do país. O prato inclui bolinho de pato com geleia de tucupi (Norte), moqueca baiana de frutos do mar com molho de pimenta (Nordeste), baião de dois com queijo coalho (Centro-Oeste), jiló com linguiça mineira e chutney de goiabada (Sudeste) e arroz carreteiro com ragu de costela defumada (Sul).

tô na mata comida di buteco

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Em segundo lugar ficou o Vigal Bar, de Jacarepaguá, que apresentou o "Porquinho na cuxxxtela da vaca": três bolinhos cremosos de costela, recheados com diferentes queijos — gorgonzola, coalho e mozzarella — e empanados na farinha de torresmo.

O terceiro lugar foi para o Hora Extra Bar, de Vila Valqueire, com a "Explosão Suína": uma trouxinha de linguiça artesanal suína assada, temperada com cebola, recheada com Catupiry e mozzarella, tudo envolto em finas fatias de bacon. O pódio carioca ficou completo com o Quiosque do Luís e o Seu Cristóvão.

Na Baixada Fluminense, o Pasta da Nona ficou em segundo lugar e o Cevina Lounge na terceira colocação. Em Niterói, a prata foi para o Âncoras Itaipu e o bronze para o Palitus Bar.

Entre os dias 11 de abril e 11 de maio, mais de 130 butecos do Rio e Região Metropolitana abriram suas portas e corações para um público apaixonado pela cultura botequeira. O tema deste ano, “Paixão pelo Buteco”, reforçou o propósito que guia o concurso desde 2000: valorizar os butecos familiares, aqueles onde o dono está no balcão, a família na cozinha e os fregueses sentem-se em casa.

Mais do que um concurso gastronômico, o Comida di Buteco é um movimento cultural. Com o preço dos petiscos nivelado a R$35, o concurso é democrático, afetivo e plural, atravessando gerações e resistindo ao tempo. Afinal, o buteco é cenário de celebrações, desabafos e memórias inesquecíveis – um espaço de resistência, onde o sabor e a história andam de mãos dadas.

E como funciona essa disputa que mexe com a cidade? Simples e rigorosa: público e jurados avaliam os butecos em quatro quesitos — petisco (70% da nota), atendimento, temperatura da bebida e higiene (10% cada). O voto popular tem peso de 50% na nota final, equilibrado com a avaliação técnica dos jurados.

Desde 2016, o concurso é dividido em duas etapas: a primeira elege os melhores de cada cidade; a segunda, nacional, definirá quem será coroado como o "Melhor buteco do Brasil" em uma festa em São Paulo, prevista para julho.

Criado há 25 anos em Belo Horizonte, o Comida di Buteco segue fiel à sua missão de revelar e valorizar a cozinha raiz dos butecos familiares. E a cada ano, com a renovação de 20% dos participantes, o concurso se mantém vibrante, diverso e surpreendente.

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