Bem-Estar, Destaque, Sustentabilidade
Agenda 2030: Razões para ser sustentável
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 28 de julho de 2020
“A única
forma de alcançar o impossível é acreditar que ele é possível”
Charles, pai de Alice no país da Maravilhas.
Vamos combinar que é muito prazeroso e legal falar e escrever sobre como ser sustentável ou como a forma de usar a terra é algo estratégico. Assunto em voga, colocar a palavra sustentabilidade virou ação para tornar qualquer assunto mais relevante. Se discute sobre qual estratégia é a melhor, mas a narrativa de valorização assim ou assado da natureza para o progresso da sociedade está em todos os debates ou pós-verdades.
Contudo, ser sustentável não é sobre ser “verde”, abraçar árvore, fazer dança da chuva ou cantar para lua cheia. É algo bem mais simples e possível.
Por exemplo, na coluna passada, falamos sobre algumas substituições fáceis na cozinha. Hoje sabemos que a rede Magazine Luiza também está fazendo suas substituições relevantes na gestão de sua rede de lojas: as 214 lojas físicas passarão a operar em 2021 apenas com energia solar.
E isso é porque é ousado, é inteligente fazer mudanças que fazem sentido para todos, dentro do seu quadrado de responsabilidade, construir caminhos “impossíveis”.
Enxergar as consequências e agir dentro da imaginação é o começo da possibilidade de transformação. E nisso, no imaginar, a esfera do íntimo e privado. Estar disposto a aplicar a criatividade à rotina é um exercício que ajuda inclusive na saúde mental, luxo em dias de incertezas retumbantes.
Então, o que se transforma quando mudamos com as pequenas grandes substituições rotineiras, por que cada ação conta?
Vamos pensar juntos sobre as compras a granel com saquinhos de tecido:
- Planejamento: Planejar as compras evita comprar por impulso, o que já é em si um exercício de valorização do dinheiro. Dar-se conta da diferença que é uma experiência de compra que se traduz em entrar numa loja e simplesmente comprar sem se preocupar com o descarte, em comparação com outra pensada para reduzir o uso do plástico, as compras são planejadas pelo número de sacos de tecidos que se leva ao varejo. Nesse caso, você assume o protagonismo e evita sucumbir ao consumo por impulso. Fica menos refém das ações de marketing, mais empoderada do seu poder de compra.
- Inovação: Apertar o “play” para uma economia que favorece inovações e novas formas de serviços. Quando não compramos novos plásticos, demonstramos para o sistema econômico, vulgo empresas, as nossas preferências, e fica mais claro para a cadeia produtiva que nós, os consumidores, desejamos novas formas de conveniência na oferta de serviços.
- Meio Ambiente: Quanto menos plástico se usa, menos plástico é descartado. Todo mundo ganha se o ambiente em que todos vivemos é menos poluído. A menos que alguém realmente acreditar que é "mais barato” povoar a lua ou marte.
- Estética e limpeza: Muito mais lindo e limpo os saquinhos de tecidos, que sabemos terem sido lavados e bem acondicionados.
Preferir e buscar soluções que valorizem a sustentabilidade, além de impulsionar a economia circular, a meu ver, é sobre ser inteligente e arrojado. É sobre ser humano terrestre, não sobre ser marciano verde.
Quem quiser entender melhor as vantagens de se agir por um futuro melhor, o documentário “Everest Sustentável”, do Canal Off, aborda como a alienação, ou atitudes normais do velho normal, são responsáveis por sujar, pasmem, o monte mais alto do planeta.
Nossa Agenda é a Agenda Carioca pelos objetivos da Agenda Global 2030.
Foto: The Dharma Trails / Fonte: Pinterest
Fotomontagem: @nucleoi
