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Casa 201 conquista estrela Michelin; saiba como é jantar no restaurante
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 14 de maio de 2025
Um muro cinza na R. Lopes Quintas, no Jardim Botânico, com um ar industrial, guarda um interior clássico, aconchegante e cheio de charme. E as surpresas da Casa 201 não terminam por aí. Aberta em maio de 2023, o restaurante comandado pelo chef João Paulo Frankenfeld comemora sua primeira estrela Michelin com um menu que é pura celebração da criatividade e do sabor.
A casa funciona em formato de menu degustação com oito etapas, que muda a cada estação e aposta em produtos sazonais que dão autenticidade às receitas francesas. Frankenfeld, que se formou no Instituto Paul Bocuse, na França. pega o melhor da experiência de quem passou por pelos salões estrelados do Guy Savoy e do Gordon Ramsay au Trianon e vai além, fazendo quase tudo que ali é servido: do missô ao garum de ostra, passando por terrines, charcutaria, mostarda, queijos e chocolate.
O menu atual, que será trocado em junho, traz uma fusão sutil entre o Brasil e a França, com ingredientes como ouriço, cumaru, palmito, banana, calvados, galinha caipira e vinho do Porto dançando em perfeita harmonia.

Logo na chegada, a recepção já dá o tom: pães de fermentação natural, manteiga maître d’hôtel, mostarda artesanal da casa, azeite selecionado e uma seleção de charcutaria com picles. Um ritual de boas-vindas fixo, que antecipa o nível da jornada.
O menu degustação em oito etapas começa com aperitivos delicados e cheios de personalidade, como o Choux de cogumelos, o tartare de mignon com ouriço, batata e garum de ostra.

Depois, o espetáculo continua com um caldo de marisco com palmito confit e cebola caramelizada, envolto por uma finíssima massa folhada, um dos pontos altos da noite.
Na etapa do peixe, o chef brinca com texturas e sabores ao servir mousseline de abóbora, crocante de baroa, tinta de lula e um missô caseiro — daqueles pratos que pedem colher para raspar o prato.
O tortelli recheado de galinha caipira, com ballotine de terrine de campagne e molho de mostarda, tem personalidade. Na sequência, a costela Black Angus que desmancha no garfo, com mousseline de batata, ciboulette, picles e molho de Marsala. A melhor que já provei.
Antes da sobremesa, como manda a boa tradição francesa, uma tábua de queijos artesanais da casa e compota. A parte doce tem início com um pre-dessert de gelato de cerveja de trigo, maçã negra e creme de Calvados, que prepara o paladar para o grand finale — um Entremet de banana com caramelo de missô, gelato de cumaru e texturas da fruta que chega à mesa como uma obra de arte.

Ainda cabe mais um agrado? Então vem o trio de petit fours: macaron de chocolate, bombom de ganache de laranja com alecrim e financier, fechando a noite com doçura e técnica.
O menu degustação sai por R$ 590, com a opção de harmonização por R$ 380, que inclui rótulos do Brasil, França, Itália, Portugal e Argentina.