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Nome por trás do Haru, Menandro Rodrigues inaugura o [111] Music Bar
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 7 de janeiro de 2026
Menandro Rodrigues queria um bar para acomodar a fila de espera do Haru, restaurante instalado no 2º piso do mesmo prédio onde agora funciona o [111] Music Bar, no 3º andar. Mas o produtor musical Danny Dee deu um empurrão decisivo: por que não transformar o espaço em um music bar? O conceito, inspirado nos tradicionais listening bars japoneses, propõe um ambiente dedicado à escuta de música em alta qualidade. E, no caso do「111」, isso significa tecnologia de som tridimensional, equipamentos da finlandesa Genelec e uma arquitetura pensada milimetricamente para a acústica.
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Perfeccionista por natureza, Menandro mergulhou no projeto com o mesmo espírito nerd que aplica a tudo o que faz. O resultado é um belíssimo bar em Copacabana que entrega uma experiência até então inédita no Rio, onde música, alta gastronomia e coquetelaria se misturam em um ambiente intimista. A entrada já impressiona: você sai do elevador dentro do bar — e é difícil não soltar um “uau”.

A curadoria musical de Danny Dee, do Estúdio Rastro, guia a noite com vinis que passam por jazz, soul, MPB e grooves diversos, incluindo raridades como Brazilian Knights and a Lady, disco de Djavan, Ivan Lins e Patti Austin gravado no Japão. “Queremos que o cliente tenha a mesma experiência sonora de um estúdio”, explica Danny. A mesa central, em frente aos DJs, é o ponto ideal para sentir o som em sua plenitude.
A carta de drinques leva a assinatura de Leonardo Santos, o mesmo nome por trás das criações das outras casas de Menandro, e já adianta a experiência que vem pela frente: aqui não há espaço para obviedades. Prepare-se para provar drinques sem paralelos na cena carioca, construídos a partir de técnicas apuradas, referências nipo-brasileiras e ingredientes pouco usuais. O Dirty Bamboo (R$ 52) combina jerez manzanilla, vermute seco, saquê junmai, bacuri, bitter de laranja e solução cítrica, enquanto o Pindorama Punch (R$ 48) mistura Soledade Pura, maracujá, limão-taiti, camomila, cravo e endro, finalizados com um sutil toque de gochujang, missô e dashi. A casa ainda apresenta uma carta robusta de saquês, cuidadosamente selecionados por Menandro, com doses a partir de R$ 39 e garrafas que chegam a R$ 1.146.

O menu asiático também foge do lugar-comum e vai muito além dos clássicos japoneses, cruzando ingredientes brasileiros com técnica e precisão. Entre as entradas, as Azeitonas com Takuan (R$ 49), nabo japonês em conserva, e o Carapau (R$ 49), servido com gengibre, cebolinha, mini alcaparras, alho, cebola roxa e molho citronette, funcionam como uma excelente introdução à proposta da casa. Um dos grandes destaques é o Tuna Crudo (R$ 76), com molho romesco, tucupi com dashi e azeite verde defumado. Outro acerto é o Missô Cappuccino (R$ 35), caldo cremoso de missô com tofu e espuma de shiitake — reconfortante e cheio de personalidade. Para quem busca algo mais substancioso, os sanduíches cumprem bem o papel, como o Fish Burger Tempura (R$ 54), que reúne peixe em tempurá, shisô, pão brioche tostado, cheddar inglês derretido e tártaro de sunomono.
O projeto arquitetônico de Roberto Kubota — o mesmo responsável pelos espaços do Haru e do UMAI — reforça o diálogo entre tradição japonesa, acústica e design contemporâneo. A marcenaria artesanal da Taniguchi contribui para um ambiente intimista e imersivo. À maneira dos music bars japoneses, não há pista de dança: a proposta é ouvir, desacelerar e mergulhar nessa tríade cuidadosamente orquestrada de som, gastronomia e coquetelaria.
SERVIÇO
R. Raimundo Corrêa, 10 – 3º andar, Copacabana
Terça a sábado, 19h às 1h
Capacidade: 80 lugares
(21) 96883-5146
Site: 111bar.com.br
Instagram: @111musicbar