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Pobre Juan abre em Ipanema e reforça paixão pela parrilla no Rio
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 17 de março de 2026
Com duas décadas de história e uma legião fiel de fãs de carne, o Pobre Juan inaugurou em dezembro sua segunda unidade no Rio. E dá pra dizer sem medo: veio para jogar o sarrafo lá no alto. A marca, já consolidada há 13 anos no VillageMall, na Barra, aterrissa em Ipanema mantendo o que sempre fez bem: serviço afiado, ambiente caprichado e uma devoção quase religiosa ao fogo.
O novo endereço ocupa um casarão de 1929 na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Henrique Dumont (onde já funcionou um Ponto Frio). São três andares e capacidade para 250 pessoas, com ambientes que equilibram elegância e aconchego sem cair na rigidez. No terceiro piso, um piano já entrega o clima: em breve, entram em cena noites de bossa nova, bem a cara do bairro. No térreo, um amplo bar convida para um pós praia mais relaxado. Boa opção para tomar um drinque, um café, e lanches mais rápidos, como as empanadas ou hambúrgueres. A restauração respeita a história do imóvel, enquanto a decoração valoriza elementos brasileiros com um toque contemporâneo.

No cardápio, a estrela segue sendo a parrilla. Os cortes vêm de raças britânicas criadas no Uruguai, Argentina, Japão e Brasil, com procedência rigorosa. O clássico Bife Pobre Juan (R$ 234, 250g | R$ 406, 500g) é daqueles que justificam a fama: marmorização generosa, sabor profundo. O carré de cordeiro (R$ 233, 400g) também faz bonito. Já o Wagyu de Kagoshima entra em cena como protagonista de luxo, em versões como o Steak MB7+ (R$ 548), o Tataki A5 (R$ 207) e o Sirloin A5 (R$ 476), servido com emulsão de cabotiã e farofa de pistache.
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Falando nela, a farofa de pistache (R$ 92) é praticamente um evento à parte, assim como as Papas Soufflé (R$ 68), infladas, crocantes e viciantes. Para abrir os trabalhos, as empanadas de carne na brasa são tiro certo, assim como o Joselito, jamón ibérico de Bellota que virou fenômeno: se na Barra dura quatro dias, em Ipanema está evaporando em um.

As sobremesas seguem a linha clássica da casa, com churros e panqueca de dulce de leche fechando a conta com açúcar e nostalgia. E por falar em conta: sim, é um restaurante caro. Mas é daqueles casos em que você entende exatamente por que está pagando. E, mais importante, sai com a certeza que valeu cada centavo.
A nova unidade ainda conta com uma adega com cerca de 130 rótulos de diferentes países e um espaço privativo para eventos, reforçando a proposta de ser mais do que um jantar: uma experiência completa. Os drinques criados por Marcelo Azevedo também são ótimas pedidas, desde os autorais aos clássicos. Quer uma opção sem álcool, mas com corpo? Aposte no suco de tomate temperado: um dos melhores da cidade.