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Corrida que termina no bar, exposição imersiva e Feira Preta Festival movimentam o fim de semana cultural no Rio

Por Simone Saltiel | Publicado em 28 de maio de 2026

O Rio de Janeiro recebe uma programação cultural diversa neste fim de semana, com atrações que vão de corrida coletiva com samba na Lapa a experiências imersivas, festivais de cultura negra e exposições gratuitas. Entre os destaques estão a terceira edição da Surubartona, o retorno do Feira Preta Festival à Pequena África, a experiência “EONARIUM: Genesis” em Botafogo e as exposições de Paula Parisot e World Press Photo 2026. Confira:

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Experiência Imersiva “EONARIUM: Genesis”

A Basílica Imaculada Conceição, em Botafogo, recebe a experiência imersiva “EONARIUM: Genesis”, criada pelo coletivo suíço PROJEKTIL em parceria com a Fever. A atração convida o público a mergulhar em uma jornada audiovisual inspirada nos sete dias da criação do mundo, combinando projeções em larga escala, vídeo mapping e trilha sonora original em um espetáculo multissensorial de aproximadamente 30 minutos.

Utilizando a própria arquitetura da igreja como parte da experiência, o projeto transforma paredes, tetos e vitrais em superfícies vivas, criando uma atmosfera que mistura arte, tecnologia e espiritualidade. Sucesso internacional, “EONARIUM: Genesis” já passou por diferentes países e chega ao Rio como parte da expansão da série de experiências imersivas da Fever. As sessões acontecem de quinta a domingo, com ingressos disponíveis pela plataforma Fever.

Surubartona

O Suru Bar, na Lapa, segue movimentando a cena cultural carioca nesta reta final de maio com uma programação que mistura arte, música e encontros ao ar livre. O destaque da semana é a terceira edição da Surubartona, corrida coletiva que acontece neste domingo (31) reunindo bartenders, músicos, trabalhadores do setor de bares e o público em geral em um percurso descontraído entre Botafogo e a Lapa.

A concentração será no Calica Bar, em Botafogo, de onde os participantes seguem em direção ao Suru Bafo, em frente ao Suru Bar, em um trajeto marcado por clima de confraternização, hidratação e muita resenha. Ao final da corrida, o evento ganha clima de festa com mesa de frutas, bebidas e roda de samba comandada pelo grupo Os Malandros Maneiros. Quem quiser também pode adquirir a camisa oficial da edição, que acompanha medalha de participação, por R$ 85.

Além da programação musical e etílica, o Suru Bar segue recebendo a exposição “Cria do Subúrbio: onde se faz caminho”, da artista Nathalia Valerio. A mostra apresenta obras inspiradas nas memórias afetivas do subúrbio carioca, revisitando elementos como ruas pintadas na Copa do Mundo, rodas de samba de quintal, bate-bolas e cenas do cotidiano que ajudam a construir a identidade cultural dessas regiões da cidade.

Serviço:
3ª Edição Surubartona

Data: 31 de maio de 2026 (domingo)
Local: Calica Bar | Rua Álvaro Ramos, 167 - Botafogo 
Horário: 9h30 (ponto de encontro)
Previsão de saída: 10h, Praia de Botafogo
Previsão de chegada: 11h, Suru Bafo, Lapa

Feira Preta Festival

Após dez anos, o Feira Preta Festival retorna ao Rio de Janeiro com uma edição que ocupa a região da Pequena África entre sexta (29) e domingo (31). Com o conceito “Viva Pequena África”, o evento transforma o Píer Mauá, o Armazém Kobra e outros pontos da região portuária em palco para uma programação que mistura música, empreendedorismo, gastronomia e valorização da cultura negra.

Entre as atrações confirmadas estão nomes como Leci Brandão, Teresa Cristina, Sandra de Sá, Tati Quebra Barraco, Roberta Sá e Baile Black Bom, além de rodas de samba, debates, experiências gastronômicas e feira de empreendedores ligados à economia preta. O festival também propõe uma ocupação cultural da Pequena África, território histórico da diáspora africana no Brasil, conectando memória, ancestralidade e futuro em diferentes atividades ao longo do fim de semana.

A entrada é gratuita, e a programação completa pode ser conferida no site oficial do Feira Preta Festival.

Exposição “E eu me levanto e conto uma história”, da artista Paula Parisot

O Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica recebe a exposição “E eu me levanto e conto uma história”, da artista Paula Parisot, em cartaz até o dia 1º de julho. Com curadoria de Cesar Oiticica, a mostra reúne pinturas, vídeos e obras inéditas produzidas entre 2018 e 2026 em uma reflexão sobre memória, maternidade, sobrevivência e o direito de narrar a própria trajetória.

A exposição parte da ideia de que contar a própria história também é um ato de resistência. Em trabalhos que transitam entre o íntimo e o coletivo, Paula Parisot transforma experiências pessoais em linguagem visual, abordando temas como deslocamento, silêncio, violência e reconstrução. As obras apresentadas dialogam com diferentes momentos da vida da artista e convidam o público a refletir sobre pertencimento, apagamento e memória.

Além de trabalhos inéditos, a mostra também reúne obras que passaram por exposições internacionais em cidades como Buenos Aires, Madrid e Lisboa. A entrada é gratuita.

Caption: Sandra Mara Siqueira rests with her grandchildren, Micael, Davi, Ana Flávia, and Vitória. Living in the Parque dos Lagos occupation since 2013, the family seeks land regularization to guarantee access to basic infrastructure. Colombo, Paraná, Brazil, 15 November 2025 Story: Millions of Brazilians lack safe and affordable housing, with a national shortage of 5.9 million homes forcing approximately 16.4 million people into informal settlements. In the city of Colombo, the Parque dos Lagos occupation is home to 200 families living without official access to water, sewage disposal, or electricity. This project examines the struggle for land regularization, the legal process of converting informal possession into property rights. For Sandra Mara Siqueira and these communities, legal tenure is the essential gateway to credit, permanence, and dignity.
Title: A Territory of Hope Credit: © Priscila Ribeiro

World Press Photo 2026

A CAIXA Cultural Rio recebe até o dia 28 de junho a exposição itinerante World Press Photo 2026, considerada uma das mais importantes mostras de fotojornalismo do mundo. A edição deste ano reúne 42 projetos premiados que abordam temas urgentes da atualidade, como conflitos sociais, imigração, crise climática, violência e resistência em diferentes países.

Entre os destaques está a imagem “Separados pelo ICE”, da fotógrafa Carol Guzy, escolhida como foto do ano ao retratar o drama de uma família separada pela política de imigração dos Estados Unidos. A mostra também conta com dois fotógrafos brasileiros premiados: Eduardo Anizelli, reconhecido por registros da operação policial no Complexo do Alemão e da Penha, e Priscila Ribeiro, premiada por um retrato da crise habitacional no país.

Com entrada gratuita, a exposição ainda oferece recursos de acessibilidade, como audiodescrição e visitas mediadas em Libras.

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