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Além das câmeras: Renata Capucci revela seu novo lado artesão

Por Taís Moraes | Publicado em 13 de agosto de 2026

“Um belo dia resolvi mudar.” É com o verso de Rita Lee que Renata Capucci resume o impulso que a levou a experimentar algo completamente novo no início deste ano. Aos 53 anos, a jornalista e repórter do Fantástico sentiu vontade de sair do terreno conhecido e descobrir uma atividade que nunca havia experimentado: trabalhar com as mãos.

“Comecei esse ano muito inquieta, com uma necessidade interna de fazer algo novo”, conta. A resposta veio no trabalho manual. O que começou em maio, dentro de casa, como um hobby, aos poucos começou a ganhar mundo. Batizado de Casa Capucci, o projeto já tem Instagram, WhatsApp e as primeiras encomendas se multiplicam a cada dia.

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A escolha pelas cúpulas de abajur veio de uma paixão antiga por decoração e, especialmente, por iluminação indireta. “Eu odeio luz de cima. Gosto de luz de abajur. Acho que é a mais bonita, é aconchegante.”

Renata começou comprando materiais em um armarinho de Ipanema. Assistiu a vídeos, fez cursos, errou, desperdiçou material e tentou novamente. “É fazendo e errando que você vai aprendendo.” E tudo isso sem abandonar a rotina de repórter, entre gravações, viagens e a vida em família.

A vontade de exercitar novas habilidades também conversa com uma questão pessoal. Diagnosticada com Parkinson há oito anos, Renata buscava uma atividade capaz de estimular corpo e mente. “Eu falei: preciso fazer algo que exercite os dois lados do meu cérebro, a minha criatividade e as minhas mãos.”

Logo as cúpulas ganharam a companhia de porta-retratos, bandejas, cabeceiras e pufes e do que mais a imaginação de Renata permitir.

De hobby a Casa Capucci

A primeira encomenda veio de uma amiga conhecida dos brasileiros: Maju Coutinho. Ela e o marido escolheram por FaceTime o tecido de uma bandeja. Foi quando Renata começou a encarar também o desafio de transformar a paixão em um pequeno negócio.

Na Casa Capucci, uma regra ajuda a definir a proposta: não fazer duas peças iguais. “Você nunca vai ter alguma coisa que vai encontrar na casa de outra pessoa igual à sua. Nunca.” Para Renata, o trabalho manual segue na contramão da produção em massa e dos objetos cada vez mais padronizados.

Os tecidos são parte fundamental do processo criativo. Ela garimpa no Brasil, pela internet e durante viagens, com compras em lugares como Londres e Portugal. E já elegeu um próximo destino para essa busca: a Itália, onde acredita que vá encontrar alguns dos tecidos mais especiais.

Entre suas criações mais particulares e exclusivas estão as cúpulas double-face, com um tecido por fora e outro por dentro. Quando a luz é acesa, as estampas se sobrepõem, criando um novo efeito. A inspiração veio de uma técnica que Renata conheceu na Espanha e que diz nunca ter encontrado por aqui.

Renata não compra a cúpula pronta e forra. Ela faz as cúpulas do zero, do acetato e dos aros à aplicação do tecido. Em Londres, chegou a fazer um curso presencial de cúpulas plissadas, um processo artesanal que pode levar dois dias para produzir uma única peça. “Aí você entende o valor por trás daquele negócio.”

Planos para crescer, sem pressa

Por enquanto, a Casa Capucci continua pequena e artesanal. Renata brinca que acumula todos os cargos: é CEO, CFO, funcionária e embaladora, além, claro, de continuar com uma agenda intensa de gravações como repórter.

Ela já imagina, no futuro, um espaço que possa misturar ateliê e loja, onde o cliente escolha tecidos e acompanhe mais de perto a criação das peças. Também pensa em participar de feiras e bazares, mas faz questão de não atropelar etapas.

Por enquanto, mais importante do que o tamanho que a Casa Capucci pode alcançar é preservar o prazer que deu origem a tudo. “Quando eu sento para fazer, eu faço com a maior dedicação, com o maior amor. Quando eu estou ali, estou inteira.”

E talvez seja justamente essa a melhor definição para as peças que começaram quase por acaso em uma mesa de jantar e hoje já carregam uma assinatura muito pessoal: “É um prazer imenso imaginar que um pouquinho de mim está na casa de alguém.”

Contato para encomendas: (21) 99514-5775
Instagram: @casa.capucci

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