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‘Da Lata’ aos 30: Fernanda Abreu celebra álbum histórico no Parque Bondinho
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 20 de fevereiro de 2026
O verão carioca ganha trilha sonora especial no domigo, dia 22 de fevereiro, no pós-Carnaval, quando o Parque Bondinho recebe uma audição comemorativa dos 30 anos de Da Lata, álbum histórico de Fernanda Abreu. Lançado em 1995, o disco marcou época ao fundir samba, funk, música eletrônica e a pulsação urbana do Rio, ajudando a consolidar uma identidade pop genuinamente carioca. Não à toa, foi eleito pela revista Billboard como o Melhor Disco de Música Pop Latina naquele ano.
A celebração, promovida pelo parque em parceria com a Universal Music Brasil, acontece no Jardim dos Discos, com o duo From House to Disco comandando as pick-ups em uma audição especial do álbum, das 17h30 às 18h30, com a presença de Fernanda. No set, além das faixas de Da Lata, entram músicas que inspiraram a artista na criação do disco, ampliando o olhar sobre um trabalho que atravessou gerações e segue atual. Pioneiro na mistura de batidas eletrônicas com ritmos brasileiros, o álbum antecipou movimentos que hoje dominam pistas e festivais.
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A comemoração faz parte do projeto “Da Lata – 30 Anos”, que incluiu documentário, vinil, livro e o lançamento do remix oficial de “Garota Sangue Bom”, apresentado nas plataformas digitais em novembro passado. A faixa, que nunca havia ganhado versão remixada desde os anos 1990, reaparece sob nova roupagem pelas mãos do duo feminino, reforçando o diálogo entre diferentes gerações de mulheres na música. “Vai ser bem especial esse fim de tarde no Bondinho. Vamos botar todo mundo pra dançar nesse lugar icônico”, afirma Fernanda.
Para o parque, receber a artista tem significado simbólico. “O ‘Da Lata’ é um álbum emblemático, e o parque, que também é um espaço de promoção da música e da cultura, se orgulha de celebrar em grande estilo a trajetória e o legado do disco”, destaca Gustavo Maciel, gerente geral do Bondinho. Em um dos cartões-postais mais conhecidos do país, a cidade que inspirou o álbum se torna também palco da homenagem, fechando o verão em sintonia com um disco que ajudou a definir o som do Rio moderno.