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Mude exercicio pós covid

Dos treinos nas ruas ao EMS: veja alternativas às academias de ginástica

O Rio é uma academia a céu aberto. Quem nunca ouviu essa máxima? Mesmo assim, muita gente prefere o conforto e o ar condicionado dos ambientes fechados. Mas, desde que as academias tradicionais reabriram, mesmo seguindo todos os protocolos de segurança, muitos têm preferido experimentar formas alternativas de exercícios físicos. E vamos combinar: há muitas opções. Seja malhando na sala de casa, ao ar livre ou optando por exercícios praticados individualmente.

Entre os exercícios ao ar livre, a plataforma Mude se adaptou para esses tempos de quarentena. E o melhor: de graça. De início, o app passou a oferecer aulas gravadas para que os alunos pudessem acompanhar de sua casa. Durante os últimos meses, a plataforma viu sua área de conteúdo sob demanda ter um aumento de 600% nos acessos, além de um crescimento de 25% no número de usuários procurando por conteúdo exclusivamente virtual. 

Agora, as aulas presenciais coletivas estão voltando, mas com várias novas regras. Aferição de temperatura, espaçamento entre os alunos, marcação no chão e turmas menores são algumas mudanças. Cada aluno tem direito a uma “área segura” de cerca de 3m por 2m onde pode se movimentar e realizar os movimentos das aulas. “Os primeiros testes foram muito bem recebidos. Começamos o retorno aos poucos para garantir o bem-estar de todos”, diz Marcus Moraes, CEO e fundador da Mude.

Durante a inscrição digital para as aulas, os alunos preenchem um formulário assinalando que não possuem fatores de risco para si ou para os outros participantes. No momento da aula, as temperaturas são medidas e as perguntas feitas novamente. Todos precisam realizar a higienização das mãos no local e, óbvio, o uso de máscaras é obrigatório.  “A nossa dica é usar máscaras que não machuquem as orelhas. Alguns modelos oferecem ajuste atrás da cabeça e materiais mais leves, porém seguros. E, mesmo assim, como a respiração pode ficar um pouco abafada durante os exercícios, o ideal é sempre respeitar os seus limites. Também é um recomeço pra quem está voltando a se exercitar na rua”, ressalta Marcus.

O Mude também vai lançar em breve uma nova modalidade chamada e-class, que trará painéis high tech na Lagoa e no Leblon. “A e-class é uma junção das aulas físicas com as aulas que já existem hoje no app.  A ideia surgiu ao juntar o mundo digital com mundo físico das aulas. Assim, será possível entregar diversas aulas digitais em espaços físicos, juntando o melhor dos dois mundos. Um professor vai poder dar uma aula em mais de um lugar ao mesmo tempo e os alunos podem se beneficiar com uma quantidade ainda maior de aulas. E claro: queremos reforçar a possibilidade de promover o encontro de pessoas em diversos espaços de bem-estar pela cidade”.

Eletroestimulação: na ‘academia’, mas sozinho

Outra modalidade que vem crescendo nos últimos tempos são os exercícios por eletroestimulação, também chamados de EMS (do inglês Electro Muscle Stimulation). Esse tipo de malhação ainda é caro, mas os resultados compensam. A promessa é de que com apenas 20 minutos de treino, toda musculatura é trabalhada, estimulando mais de 300 músculos ao mesmo tempo, sendo comparado a três vezes por semana em uma academia convencional. “A grande vantagem do treino por eletroestimulação é realizá-lo de forma individual, intensa e, por isso, com menor duração. Tudo isso contribui para diminuição dos riscos de exposição”, explica Claudia Cadilhe, osteopata do laboratório e clínica Lach.

O Lach, no Jardim Botânico, viu a procura crescer 25% desde sua reabertura. “E o interesse pelo atendimento domiciliar cresceu ainda mais, pois muitas pessoas ainda estão com receio de sair de casa. Com a pandemia longe do fim, ter essa opção é uma alternativa para reduzir uns quilinhos, definir músculos, além de combater o estresse e a ansiedade”, diz Claudia.

Mesmo sendo em um ambiente fechado, esse tipo de exercício traz mais segurança por ser praticado individualmente, com a presença apenas de um fisioterapeuta. “Além disso, o agendamento das sessões de EMS passou por adaptação, dando um intervalo de tempo maior entre um treino e outro, para realizar todo processo de limpeza e esterilização da sala e equipamento”.

+ Testamos a eletroestimulação da BodyPulse

A EMS é praticada com o uso de uma roupa especial, bem justa, cuja higienização é feita com álcool, clorexidina e água fervente após cada uso. Quem preferir, ainda pode adquirir a sua própria vestimenta. “São de diversos tamanhos, lacradas individualmente em saquinhos. As roupas são especiais, com tecido específico para receber os estímulos elétricos do treino”.

Outro diferencial do espaço é que, antes de iniciar a aula, o aluno precisa passar por uma avaliação clínica e exames antes de iniciar os treinos, uma vez que pessoas cardíacas ou com transtornos musculares não podem praticar exercícios por EMS. A aula teste no Lach (Jardim Botânico, 512) custa R$ 179. A mensalidade sai R$ 602 e o plano anual sai por R$ 440/mês. Inclui bioimpedância com a nutricionista e análise de CK trimestral e avaliação com fisioterapeuta. Mais informações no site.

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