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MAM mostra intimidade de Hélio Oiticica com a Mangueira em nova exposição

Caetano Veloso veste um Parangolé

Começa neste sábado, 12, a individual Hélio Oiticica: a dança na minha experiência, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Correalizada com o Museu de Arte de São Paulo (MASP), a mostra reúne cerca de cem obras do carioca Hélio Oiticica (1937-1980) relacionadas ao ritmo, à música e à dança, sob a curadoria de Adriano Pedrosa e Tomás Toledo, respectivamente diretor artístico e curador- chefe da instituição paulista.

A exposição tem como ponto de partida os Parangolés (1964 – 1979): as “antiobras de arte”, como o próprio Oiticica as definia. Um dos trabalhos mais radicais do artista, os Parangolés revelam sua estreita relação com a Estação Primeira de Mangueira e com o samba. E são estas capas, faixas e bandeiras construídas com tecido colorido – que podem exibir sentenças de natureza política ou poética – que conduzem o público a uma retrospectiva da trajetória de HO desde os Metaesquemas (1956-1958) aos Relevos Espaciais (1959-1960), Núcleos (1960-1966), Penetráveis (1961-1980) e Bólides (1963-1979). Infelizmente, por medidas de segurança sanitária, em virtude da pandemia de Covid-19, os Parangolés, que são capas que podem ser vestidas, não poderão ser usados pelo público.

Metaesquema de 1955

Em paralelo à exposição, a Cinemateca do MAM vai apresentar até março a mostra “Em torno de Hélio Oiticica”, com nove filmes realizados pelo artista, além de filmes sobre ele e sua obra, e outros ainda sobre assuntos importantes de seu universo cultural.

A partir de janeiro, em paralelo à mostra, serão realizados um programa público com oficinas, um ciclo de performances, um fórum de debates e um seminário. Para brindar a relação do artista com a Mangueira, o carnavalesco Leandro Vieira é o curador convidado a pensar essa programação, que contará com a participação de integrantes da tradicional escola de samba carioca, em parceria com a equipe de educação do MAM Rio.

A individual vai ocupar o Espaço Monumental e uma segunda sala diretamente ligada à mostra Cosmococa, também montada no MAM Rio e que conversa com a mostra Cosmocinema, na Galeria Aymoré, que exibe uma seleção de imagens criadas por Oiticica em 1973, em Nova York, em parceria com o cineasta Neville D’almeida.

+ Cosmocinema’ relembra encontro de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida na Galeria Aymoré

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