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Mostra de Cinema da Amazônia leva filmes, debates e vozes indígenas a espaços culturais
Por Simone Saltiel | Publicado em 16 de maio de 2026
Entre os dias 19 e 22 de maio, os cariocas vão poder mergulhar em histórias, debates e produções audiovisuais que colocam a Amazônia no centro da tela. Com entrada gratuita, a “Mostra de Cinema da Amazônia” reúne documentários, animações e encontros com cineastas, ambientalistas, pesquisadores e lideranças indígenas em diferentes espaços culturais da cidade.
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A programação começa no dia 19 de maio, na Cinemateca do MAM-Rio, no Flamengo, com a exibição do curta de animação “O Discurso de Txai Suruí”, produzido por alunos de Multimídia da Escola Parque. Na sequência, será apresentado pela primeira vez no Rio o documentário “Minha Terra Estrangeira”, dirigido por João Moreira Salles em parceria com o Coletivo Lakapoy e Louise Botkay. O filme acompanha a trajetória da ativista indígena Txai Suruí, que ganhou projeção internacional após seu discurso na COP-26.
Após a sessão, o público poderá participar de um debate com convidados como Louise Botkay, Agnieszka Ewa Latawiec, Neidinha Suruí e Ubiratan Suruí, com mediação do documentarista Eduardo Souza, curador da mostra e presidente do Instituto Cultural Amazônia Brasil (ICAB).
No dia 20, a mostra ocupa dois espaços. À tarde, o Museu Histórico da Cidade, na Gávea, recebe uma seleção de curtas, entre eles “Nação do Futebol”, dirigido por Eduardo Souza, “Matinta”, de Fernando Segtowick, e “Cavalgada dos Justos”, de Alex Pizano. A sessão será seguida do debate “Curta Amazônia”, com participações de Alexandre Juruena e Bruno Maia.
Já à noite, o festival atravessa a ponte e chega a Niterói, no Solar Notre Rêve, com a exibição da animação “Quem Salva” e do documentário “Olhos d’Água - da Lanterna Mágica ao Cinematographo”, que revisita a história do cinema a partir do Pará. O debate “O Passado e o Futuro do Cinema” contará com nomes como Axel Grael, Guilherme Vergara, Fernanda Sixel e André Diniz.
A programação segue no dia 21 com uma das sessões mais aguardadas da mostra: a exibição de “Yanuni”, dirigido por Richard Ladkani, no MAM-Rio. Após o filme, haverá um debate on-line com a líder indígena Juma Xipaia, diretamente da aldeia Tukumã, em Altamira, no Pará. Primeira mulher a se tornar cacica do Médio Xingu, Juma falará sobre sua trajetória de resistência, ameaças sofridas e atuação ambiental. O encontro também terá participações do cineasta Estevão Ciavatta e do professor Fabio Rubio Scarano.
Ainda no dia 21, o Cineclube Casas Casadas, em Laranjeiras, recebe os filmes “Amazônia Sem Garimpo”, “Entre Nuvens” e “Não Haverá Mais História Sem Nós”, seguidos do debate “De Olho na Floresta”.
Encerrando a programação, no dia 22 de maio, o mesmo espaço exibe “Boiuna” e o documentário “Amazonas Groove”, em uma sessão dedicada aos sons, mitos e narrativas amazônicas. O debate “Amazônia, Sons e Mitos” contará com participações de Leonardo Edde, Jacques Cheuiche e Eduardo Souza.