Carnaval, Destaque
Onde o som não invade a Avenida: conheça o Camarote MAR
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 2 de fevereiro de 2026
Na Sapucaí, onde cada detalhe importa, o Camarote MAR escolheu se diferenciar justamente por aquilo que não se ouve. Em um cenário em que o vazamento de som virou problema recorrente (e até motivo de multa), o camarote se destaca por ser o primeiro com isolamento acústico certificado e transformou a engenharia sonora em parte central da experiência. Aregra simples, mas rara na Sapucaí: deixar que os desfiles das escolas de samba falem mais alto. “Entendemos que o Carnaval é, antes de tudo, o espetáculo da Avenida”, afirma Marcelo Viana, empresário è frente do Camarote Mar. “Por isso, investimos continuamente em soluções técnicas que garantem conforto interno ao público, sem qualquer interferência na experiência sonora dos desfiles. É uma questão de respeito às escolas de samba, ao público e à própria dinâmica da Sapucaí.”

O cuidado não é pontual: faz parte do DNA do camarote. Segundo Viana, o isolamento acústico foi incorporado ao projeto há algumas edições e ajudou a posicionar o MAR como referência em operação responsável. “Esse cuidado técnico fez com que o MAR se tornasse uma referência dentro da própria Sapucaí”, diz. O resultado é um ambiente onde a festa acontece por dentro, sem competir com o que realmente importa do lado de fora. Essa lógica se conecta a um conceito maior. Em sua sexta edição, o Camarote MAR consolidou uma identidade baseada em atenção quase obsessiva aos detalhes. “Cada escolha, da arquitetura à operação, da curadoria musical à gastronomia, é feita com foco absoluto na qualidade e no impacto da vivência, independentemente de custos”, explica Viana. “O MAR não nasce de uma lógica puramente financeira, mas do desejo de entregar uma experiência inigualável.”
Ao longo dos anos, o projeto amadureceu sem perder essência. Cresceu em estrutura, ampliou equipe que, hoje, se dedica ao camarote durante o ano inteiro, e refinou sua curadoria. “Aprendemos com cada edição, ouvimos o público e evoluímos para entregar uma experiência cada vez mais consistente e autoral”, resume.
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Com mais de 3.500 m², o MAR foi desenhado para não impor escolhas ao público. “O camarote não obriga ninguém a decidir entre curtir a vibe interna ou assistir aos desfiles”, diz Viana. “A pessoa pode circular por ambientes distintos, aproveitar bares, gastronomia e música, e em outros momentos estar completamente conectada ao espetáculo das escolas.” Para ele, o MAR é “um espaço de liberdade de experiência, onde a festa interna e o desfile coexistem de forma harmônica”.
Essa proposta tem atraído um público cada vez mais diverso. Tradicionalmente carioca, o camarote passou a refletir a nova fase do Rio como destino global. “Em 2026, registramos um crescimento histórico no número de países estrangeiros representados no camarote, além de uma diversidade inédita de estados brasileiros”, conta. São Paulo se destaca como principal mercado fora do Rio, ao lado de outras capitais. “Hoje, o MAR reúne cariocas, brasileiros de diferentes estados e um público internacional cada vez mais presente.”
A mudança no formato do Carnaval com o Grupo Especial desfilando em três noites também exigiu ajustes. Para o MAR, a resposta veio em forma de curadoria estratégica. “Cada noite precisa ser pensada como uma experiência completa, com identidade própria”, afirma Viana. A ideia é que o público escolha a data não apenas pelo número de escolas, mas pela soma entre desfile e vivência dentro do camarote.
No fim, o Camarote MAR parece seguir uma regra simples, mas rara na Sapucaí: deixar que a Avenida fale mais alto. Ou, no caso, que seja ouvida como deve ser.